14 Outubro, 2009

Sonhos

Tive alguns sonhos bastante reais nos últimos dias. O primeiro foi o sonho mais estranho que já tive(ou um dos dez mais). Tive um pesadelo com um tiranossauro Rex. Sim, aquele bicho do Parque dos Dinossauros e não, eu não tinha visto o filme antes de dormir. Assisto os mais diversos filmes de terror e suspense e não tenho pesadelo. Ai quando tenho é com um dinossauro?
No sonho ele perseguia diversas pessoas e tínhamos que fugir, e algumas vezes ficar deitados no chão sem fazer movimento algum. O pior de tudo é que acordei cansada, como se realmente tivesse corrido a noite toda.




O outro foi com um bebê fofo (parecido com este da foto). Sonhei que eu e o Tiago encontramos uma menininha linda, mas escondemos de todo mundo com medo de ter que entregar para adoção. E também parecia um sonho muito real (mas não tem nenhum bebê a caminho ok).




O terceiro foi com rosas. Este não tem muito o que explicar, até porque foi confuso. A única coisa que lembro é que eram rosas lindas e cheias de espinho.

Paciência 0

Eu ando de saco cheio, sem paciência e sem tolerância.
Um pouco pela falta de tempo, um pouco pela falta de dinheiro e muito pela falta de noção alheia.
Sei que afastei muita gente do meu convívio por andar atarefada, mas isso não é desculpa para os amigos ficarem longe. Quem é amigo mesmo dá um jeito. Eu sempre digo que são poucos os que entram na minha lista de "bons amigos" e ultimamente algumas pessoas parecem fazer questão de serem excluídas.
Na época do casamento eu fiz uma limpa na tal lista, deixei de fora gente que fez parte da minha vida por muito tempo, mas que deixou de lado uma grande amizade por um rolo qualquer.
Confesso que tenho parte de culpa em tudo isso, não tendo tempo disponível e algumas vezes me enrolando para marcar alguma coisa. Mas ai vem um outro pensamento: porque sempre tem que ser eu a colocar lenha, a marcar, a sugerir. Acabei cansando e deixando de lado.
Ah, e uma das frases que mais me irritam ultimamente é: vamos marcar de tomar um café um dia desses. Esse vamos nunca se realiza.
Talvez essa falta de tolerância seja apenas o sono de uma semana corrida (o feriado não resolveu grandes coisas), a ansiedade pelo final do ano que se aproxima (e os prazos que me estipulei estão se esgotando), as muitas responsabilidades que estão sobre meus ombros... ou eu cansei mesmo.

28 Setembro, 2009



Tava com saudade das "minhas meninas". E sábado consegui ver as duas. Uma jantinha super boa na casa da dinda querida rendeu uma noite de muitas risadas, fofocas, novidades, abraços de saudade. O Tiago foi contratado para uns servicinhos: colocar fechadura, arrumar varão para cortina, ver o cano da pia e decidiram que eu deveria "pagar" pela mão de obra hehehe.
Meninos brincando com o Guis, joga almofada, faz carrinho, correria pela casa. Meninas colocando o assunto em dia. Massa deliciosa que a dinda fez. Apê de meninas grandes tem furadeira, extensão, T. Acha que é só homem que se vira? A Gázi é a prova que não: arrumou chuveiro e máquina de lavar roupa. Fico feliz cada vez que vejo como a dinda tá feliz na nova "brincadeira" de casinha. Sei por experiência que é muuuuito bom. Muito mais responsabilidade, contas, tarefas, mas compensa.
Fiquei feliz por ver que todas estão realizando seus sonhos, abrindo seus caminhos, crescendo. Feliz por saber que tudo passa, mesmo as maiores tormentas passam. E aquela frase de tempos atrás faz todo sentido agora: a mudança vai ser para melhor.
Só espero que esse encontro seja o primeiro de muitos. Não vamos deixar o próximo para comemoração de um ano de casório.

24 Setembro, 2009

Era uma vez...











10 Setembro, 2009

Despedida

Mal fez um mês que a Nicki, minha cachorra velhinha, morreu e tivemos que nos despedir de mais um cachorro querido. O Marrom era o nosso menininho fujão e aprontão.
Ele queria companhia o tempo todo e tinha pavor de noite, foguetes e trovões. O medo era tanto que ele pulava nas portas e chorava muito, arranhando tudo.
O nome foi escolhido pois foi o único filhote marrom de uma ninhada toda branca. O Tiago convenceu a família a ficar com um mascote e o Marrom foi companheiro dele no período em que teve que ficar de molho em casa com a perna quebrada.
A casa não tinha pátio e alguns meses depois ele começou a roer as portas, cadeiras, sapatos, cama, cobertor e tudo mais que encontrava. Para não ter que dar ele decidi levá-lo para minha casa e deixá-lo com os outros cachorros pois nosso quintal era grande.
O tempo passou, o Marrom cresceu mas continuou sapeca. Aprendeu a pular em cima das casinhas e subir no canteiro, principalmente quando queria escapar do banho. Falando em banho, ele detestava, e quando a gente conseguia pegar ele depois fazia questão de rolar na terra ou em alguma outra sujeira.
Nos últimos anos o medo dele começou a ficar maior e era a madrugada toda de choros e pulos nas portas. Resolvemos tentar levar ele morar na chácara no começo deste ano. Ele gostou da liberdade, mas em poucos dias estava pulando nas portas e até nas janelas. Tentamos colocar ele no canil com a outra cachorra, mas ele aprendeu a pular por cima da cerca. Após um incidente sério com um porco espinho, em que foram tirados mais de 40 espinhos do fucinho dele levamos de volta para casa.
Lá ele voltou a pular nas portas e chorar. Nos mudamos de vez para a chácara e levamos nossos filhotes junto. Fizemos um canil alto, com portão, as casinhas longe da cerca, mas no dia seguinte em que ele foi preso aprendeu a pular o portão.
Ele era muito esperto, aprendeu em poucos dias a pular na maçaneta das portas e abrir quando não estavam trancadas. Mas começou a arranhar as portas novamente e não nos deixar dormir.
Tentamos deixar ele preso de várias formas: colocamos mais um ferro em cima do portão, um compensado em cima. Mas ele apendia rápido um jeito de escapar. A última alternativa foi prender ele na corrente dentro do canil. Pensamos na possibilidade dele tentar escapar e deixamos uma corrente bem longa, que se por acaso ele pulasse conseguisse ficar de pé do outro lado. Passou todo final de semana querido na corrente. Mas na madrugada de terça ele tentou espacar de novo, mas dessa vez tentou pelo lado errado e acabou se machucando e morrendo.
Vamos sentir falta do companheirinho que era dócil, querido e teimoso. Ele adorava brincar com os outros cachorros, mesmo as pastores que não sabem o tamanho e o peso que tem a acabavam machucando ele.
Só espero que ele agora faça companhia para Nicki e os dois sejam bastante felizes livres, correndo por ai.
Resta a saudade e mais um grande vazio no peito, que vai cicatrizar mas ainda vai doer muito.





27 Agosto, 2009

Fotos

Segue meu novo blog, só de fotos.

Fotos De Pernas para o ar

18 Agosto, 2009

Adote um focinho carente

A tristeza ainda está por aqui, mas um jeito de deixar ela mais branda é ajudar outros cachorros. Como já tenho 4, mais 2 da minha mãe não tenho como adotar mais. Mas resolvi ajudar a divulgar na adoção de cachorros e gatos.
Adotar é tudo de bom, os bichinhos só nos dão amor e carinho em troca. Então quem tiver bastante amor para dar e quiser ter um companheiro fiel dê uma olhada nestes sites.
E quem não tiver como adotar ajude na divulgação. A recompensa é maravilhosa: saber que ajudou um focinho carente a achar um novo lar.


Soama



Pedigree

05 Agosto, 2009

Sacrifício

Ontem foi um dos dias mais difíceis que já enfrentei: decidir o destino da minha cachorrinha querida, a Nicki.
Uma quase pastor alemão que iria completar 13 anos na metade deste mês. Ela foi a MINHA primeira cadela. Sempre tivemos cachorros na casa, mas eram da minha mãe, do meu pai, da minha irmã. Minha irmã tinha recém perdido a cadela dela e não queria mais se apegar e nós estávamos sem um cão de guarda. Um amigo do meu pai tinha filhotes de pastor com vira-lata. Eu disse que eu iria assumir, que seria meu cachorro. Escolhi a mais brincalhona, que veio brincar com os cadarços do tênis e pular. Ela era linda, bem preta, forte, esperta. As primeiras noites eu passei quase o tempo todo ao lado dela, acalmando quando ela chorava. Cheguei a dormir ao lado da caixa de papelão para ela ficar mais tranquila.
Mesmo sendo SRD (sem raça definida) ela era educada desde filhote. Sempre chorava pedindo para fazer as necessidades do lado de fora da casa. Até que chegou o dia dela ir para fora. O pátio enorme só para ela, era a dona do pedaço. Brincava muito. Rasgou vários blusões meus nas brincadeiras de mordidas. Adorava pular. Odiava gatos.
Logo depois chegou a Bebê, uma cachorrinha de rua que minha irmã adotou. A Nicki, como boa cadela que era, aceitou de imediato, nunca criou confusão. Era braba com estranhos, latia forte, defendia o território. Mas era da paz com novos cachorros.
Ela foi minha companheira, eu ia quase sempre dar um oi para ela e brincar.
Matou gatos, passarinhos, ratos, aranhas, lagartos. Derrubou minha mãe no chão mais de uma vez com as brincadeiras de pular.
Foi minha primeira "filha", acompanhou o começo do meu namoro e logo se acertou com o Tiago. No começo parecia ter um ciuminho dele, mas em pouco tempo já brincava e obedecia ele.
Adorava correr, brincar, pular. Parecia um cavalo trotando, imponente, andando com pose de importante, de guardiã da casa.
Me deu alguns sustos ao longo da vida. Teve alguns problemas com comida, mas tudo se resolveu.
Os anos passaram e as patas começaram a incomodar. Na verdade era um problema na junção da pata com o quadril. No começo era pouca coisa, uns tombos à toa, um desequilíbrio. Gastamos muito com veterinário, raio-x, remédio, injeções. Ela melhorou um tempo e depois foi piorando. Teve um tumor, foi operada e se recuperou super rápido, mesmo com toda idade que tinha.
O problema das patas estabilizou e ela continuava feliz, pulando e caindo. Mas levantava logo e saia correndo novamente. Eu evitava ficar muito com ela, pois cada vez que ela me via ficava maluquinha. Queria pular de fecilidade e correr e os tombos eram piores. Mas desde o começo deste ano ela ficou mal, e o inverno só piorou tudo. Esta semana ela ficou pior ainda e quase não se movimentava mais, caia e não conseguia levantar. Ficava muito tempo no mesmo lugar até ter força para se erguer.
Um telefonema de uma metida (conto em outro post) me deixou mais mal ainda. Ontem resolvemos buscá-la e decidir o que fazer. Levamos no veterinário ao meio-dia e esperamos até 14h para ser atendidos, naquela agonia de não saber o que iria acontecer.
Eu sou uma pessoa otimista e ainda acreditava numa cura milagrosa.
Ele examinou e constatou uma série de problemas: infecção urinária, catarata, febre, além do problema das patas. Nos disse que mesmo com um tratamento intensivo dificilmente ela iria ficar boa, pela idade que tinha. A opção da eutanásia já tinha sido dada a algum tempo, mas a hora da decisão é difícil.
Eu acho que a palavra sacrificar combina mais com esse momento, pois é um sacrifício para o dono decidir o destino do seu companheiro. Saber que a decisão da morte está nas suas mãos é muito ruim.
Eu já tinha consentido antes de chegar no veterinário que se fosse para o bem dela eu iria deixar sacrificarem. Mas na hora da dizer sim é um tristeza sem tamanho. Ainda bem que tinha minha mãe e o Tiago ao meu lado.
Não tive que dizer nada, eles disseram por mim. Eu não conseguia mais, só chorava. Queria ficar para ver, mas acharam que seria muito doloroso. Não consegui mais aguentar, fui para o carro com as lágrimas rolando.
Deixei tudo nas mãos do veterinário: a morte, o enterro, os cuidados.
Estou com um buraco enorme no coração. Meus outros cachorros vão ajudar a passar a dor, mas cada um deles é diferente.
Ela era minha velhinha, minha companheira, minha guardiã.
Nicki fica bem. Tu vai ser sempre a minha nenê. E continua cuidando de mim de onde você estiver.
Te amo muito.