26 setembro, 2008

Confissões de uma noiva neurótica

E eis que irei casar. Era janeiro quando decidimos, fevereiro quando começamos a ir atrás de salão e Igreja. Março quando falamos com a equipe de foto, vídeo e decoração. E.... já é outubro e faltam só dois meses e meio.
Como toda noiva que se preze eu já estou nervosa pois ainda tem muuuita coisa para fazer. Fora que tem que começar a convidar as pessoas, e só de pensar em ficar visitando um monte de gente e tendo que ser simpática já fico chateada. Não pode ser convite por e-mail? Tem certeza?
E ai tem que ir ver do vestido, e do casamento do civil, e as flores da Igreja e chá de panela...
Ainda bem que sou uma boa dorminhoca, se não já teria perdido algumas noites de sono pensando nisso.
Enfim, espero que tudo se ajeite e que chegando em dezembro esteja tudo pronto.

Medo de quê

Tenho fobias estranhas, principalmente no que se referem ao ar. Morro de medo de ficar sem ar, por isso sou um pouquinho claustrofóbica e não gosto de lugares fechados, apertados e escuros.
Outra coisa que não gosto é dormir com flores perto de mim... é loucura eu sei, mas tenho a impressão que elas vão roubar meu oxigênio a noite.
Aliás, detesto dormir com outro nariz perto do meu (do Tiago ou da Mia, tanto faz). Tenho a impressão de que não conseguirei mais respirar, pois novamente terei meu oxigênio roubado.

19 setembro, 2008

Baixio

Trocando o canal vejo um título que há tempos estava interessada em assistir: Baixio das Bestas. Não gosto de ver filme começado, mas fazia apenas 20 minutos então resolvi arriscar.
Até pegar o fio da meada foi um tempinho... mas ai comecei a entender o enredo, os personagens, a história....É um filme bem violento, forte, bruto, como o nome entrega. Não foi feito para crianças nem pessoas de estômago fraco.
Entre os diversos personagens, mundos opostos se cruzam: os meninos ricos e mimados, que passam o dia dormindo e a noite aprontando; a menina que mora com o avô e trabalha o dia todo lavando roupa e a noite é exposta nua ao público em troca de dinheiro. As mulheres do prostíbulo, os cortadores de cana.
O enredo é bom, as cenas são lindas, alguns atores estão maravilhosos (Dira Pae, Matheus Nachtergaele e a jovem Mariah Teixeira), outros parecem não saber interpretar e ficam perdidos entre as cenas. Ficou faltando alguma coisa, alguma conexão entre alguns personagens, entre as histórias.
Não gostei tanto do filme, talvez por ter criado muita expectativa, talvez por ter começado a assistir 20 minutos depois. Não vejo sentido em violência gratuita sem punição. Isso que assisti outros filmes brasileiros violentos e gostei (Carandiru, Cidade de Deus). Mas quem sabe algum outro dia eu assisto novamente, do começo, e passo a gostar.

15 setembro, 2008

Jackass

Não peçam explicações...

10 setembro, 2008

Modelete

Ela fez pose, olhou para câmera o tempo todo. Não piscou, nem se incomodou com a luz forte no olho. Era uma perfeita modelo. Sorriu o tempo todo, não se importava em mudar de posição para a câmera captá-la melhor.
Era a estrela do show. Fez inclusive algumas fotos sozinha. E em apenas duas ficou com a expressão mais séria, mais pensativa.
A Mia nasceu para ser cachorra de comercial ou filme. O mini book que fizemos com ela foi uma prova disso. Ela ficou o tempo todo de língua de fora, sorrindo (e antes que digam que cachorro não sorri... eu tenho provas de que eles sorriem sim). Ficou mais bonita e expressiva do que eu nas fotos, roubou a cena, com uma atitude super profissional. É minha filhotinha ta ficando grande. Espero que ela não seja uma daquelas modelos de carreira internacional, se não vou sentir muita falta.
Detalhe: quando a fotógrafa mandou não olhar para a câmera, olhar para a luz, a Mia nem deu bola. Continuou encarando a lente com uma atitude bem natural.

05 setembro, 2008

Le Marquis de Sade

Não precisa mostrar muita coisa. Na verdade a tensão, os olhares, a cheiro no pescoço, dizem muito mais que corpos desnudos e suados. E um amor proibido faz o corpo estremecer mais ainda, a espinha arrepia e o coração palpita.
Muito melhor que os contos em si.

Memórias

Sempre ouvi falar bem do livro “Memórias de minhas putas tristes” de Gabriel García Márques, como já li meio (sim, meio mesmo) livro do autor e gostei comprei este. Estava num cantinho da prateleira no Carrefour, jogado de lado, esquecido.
Vi que o livro era curtinho, 125 páginas e comecei a ler. Quando vi em menos de uma semana já havia acabado.
É uma história em primeira pessoa, sobre um cronista e crítico musical que ao completar 90 anos resolve comemorar seu aniversário de forma diferente, dando-se de presente uma noite de amor com uma garota virgem. Sem pensar muito liga para a dona do prostíbulo, nem sabe se ele ainda existe, se a dona está viva. Há muito tempo que não freqüenta aquele lado da cidade. Mas quando ouve a voz ao telefone reconhece de imediato. A “cafetina” diz que uma garota virgem é algo raro, que ele deveria ter pedido com antecedência, que dificilmente vai encontrar alguma e se encontrar vai ser caro.
Foi para o jornal onde era colunista e lá seus colegas fizeram uma pequena festa para comemorar seu aniversário. Entre abraços, presente e cumprimentos, lembrou da ligação que havia feito mais cedo e o que talvez o esperasse a noite.
Ao chegar em casa o telefone tocou...era a dona do bordel contando que após procurar com cuidado encontrou uma jovem virgem. Marcam o horário para a noite, pois durante o dia a menina trabalha. No caminho lembrou das diversas vezes que esteve naquela casa, nas diversas meninas que teve em seus braços. Lembrou que as putas foram suas únicas companheiras, que nunca teve um amor de verdade, uma pessoa especial. Fora noivo uma vez, mas desistiu do casamento segundos antes de subir ao altar. Foi uma vergonha para a moça e sua família.
A casa continuava a mesma, mais velha talvez. A dona o reconheceu ao longe e veio cumprimentá-lo, pediu que ele tivesse calma e cuidado com a menina. Que ela tinha medo da primeira vez, que era uma jovem trabalhadora e que precisava de dinheiro para a família. Ao entrar no quarto ele vê a moça deitada nua e nota que ela dorme. Fica com pena de acordá-la e resolve apenas dormir ao seu lado.
Aos poucos um novo sentimento surge em sua vida: o amor. Ele se apega aquela menina, espera cada noite por aquele momento. Lembra das mulheres que já passaram por sua vida e que ele nunca teve sentimento algum, apenas o sexo os ligava. Mas agora, o sexo era deixado de lado e ele está apaixonado aos 90 anos.
O livro, publicado em 2004, trata de forma suave e delicada a vida das “putas tristes”, do amor ao envelhecer, da vida e sobrevida após uma idade em que muitos apenas aguardam a morte. Mas ele não... o velho cronista vive uma nova aventura, descobre um novo prazer e um novo motivo para viver.


Gabriel García Márquez nasceu em Aracataca, Colômbia, em março de 1927. É jornalista, escritor, editor e ativista polítcio. Recebeu o prêmio Nobel de literatura em 1982. Atualmente mora em Cuba.