18 março, 2009

A Moça da rua treze

Regras

Seguindo o texto super criativo da Grasi....


Nessas noites ela podia andar pelas ruas sem que ninguém viesse importuná-la. Ela se sentia livre, podia ir aos lugares onde brincava na infância, passar em frente aos bailes que frequentava na adolescência. Era como se voltasse no tempo, numa época em que sua família era importante e ela era rodeada de amigos.
Era também nessas noites que ela o espionava pela janela. Ficava do outro lado da rua, num canto sem iluminação ao lado das árvores. Sabia que era quase impossível que alguém a visse ali. Algumas noites esperava por horas até que ele aparecesse. Quando via sua imagem pela fresta da cortina sorria sozinha, como se visse um deus. Mas em seguida apareciam as crianças e a esposa e seu rosto mudava de expressão imediatamente. Sentia raiva, pois sabia que ele era seu.
Ela ficava ali até que as luzes da casa se apagassem por completo. Então caminhava silenciosamente até a janela do quarto dele e beijava a aliança que carregava presa ao colar.
O percurso para casa era rápido, sem paradas, sem olhar para o lado. Trancava a porta sem se dar conta que a casa estava tão velha que se alguém quisesse entrar bastava um empurrão mais forte e a porta viria a baixo. Corria para o quarto onde guardava um baú cheio de cartas e fotos. A maioria rasgadas e coladas novamente. Entre tantas fotos uma se destacava pela beleza da imagem e do pequeno porta-retrato antigo.

Vou dar mais uma chance para a Cíntia continuar o texto, mas dessa vez com prazo determinado. Até dia 26/03. Se não vou passar a vez hehehe.

4 comentários:

Grasi disse...

Ficou ótimo!
=D
Vamos ver se ela consegue tempo agora... hehehe
Bjocas***

Adele Corners disse...

AI QUE GENTE CHEIA DE REGRAS!!!!!!!!

Odeio vcs!

Próxima vez jogo chocolate nas suas caras!

Paulo disse...

Adorei!!!

Hum, dia 26 é amanhã... Vou ver se a Adele já continuou.

Beijos!

Grasi disse...

Link da Cíntia:
http://malditaembriaguez.blogspot.com/2009/03/moca-da-rua-13.html