10 setembro, 2009

Despedida

Mal fez um mês que a Nicki, minha cachorra velhinha, morreu e tivemos que nos despedir de mais um cachorro querido. O Marrom era o nosso menininho fujão e aprontão.
Ele queria companhia o tempo todo e tinha pavor de noite, foguetes e trovões. O medo era tanto que ele pulava nas portas e chorava muito, arranhando tudo.
O nome foi escolhido pois foi o único filhote marrom de uma ninhada toda branca. O Tiago convenceu a família a ficar com um mascote e o Marrom foi companheiro dele no período em que teve que ficar de molho em casa com a perna quebrada.
A casa não tinha pátio e alguns meses depois ele começou a roer as portas, cadeiras, sapatos, cama, cobertor e tudo mais que encontrava. Para não ter que dar ele decidi levá-lo para minha casa e deixá-lo com os outros cachorros pois nosso quintal era grande.
O tempo passou, o Marrom cresceu mas continuou sapeca. Aprendeu a pular em cima das casinhas e subir no canteiro, principalmente quando queria escapar do banho. Falando em banho, ele detestava, e quando a gente conseguia pegar ele depois fazia questão de rolar na terra ou em alguma outra sujeira.
Nos últimos anos o medo dele começou a ficar maior e era a madrugada toda de choros e pulos nas portas. Resolvemos tentar levar ele morar na chácara no começo deste ano. Ele gostou da liberdade, mas em poucos dias estava pulando nas portas e até nas janelas. Tentamos colocar ele no canil com a outra cachorra, mas ele aprendeu a pular por cima da cerca. Após um incidente sério com um porco espinho, em que foram tirados mais de 40 espinhos do fucinho dele levamos de volta para casa.
Lá ele voltou a pular nas portas e chorar. Nos mudamos de vez para a chácara e levamos nossos filhotes junto. Fizemos um canil alto, com portão, as casinhas longe da cerca, mas no dia seguinte em que ele foi preso aprendeu a pular o portão.
Ele era muito esperto, aprendeu em poucos dias a pular na maçaneta das portas e abrir quando não estavam trancadas. Mas começou a arranhar as portas novamente e não nos deixar dormir.
Tentamos deixar ele preso de várias formas: colocamos mais um ferro em cima do portão, um compensado em cima. Mas ele apendia rápido um jeito de escapar. A última alternativa foi prender ele na corrente dentro do canil. Pensamos na possibilidade dele tentar escapar e deixamos uma corrente bem longa, que se por acaso ele pulasse conseguisse ficar de pé do outro lado. Passou todo final de semana querido na corrente. Mas na madrugada de terça ele tentou espacar de novo, mas dessa vez tentou pelo lado errado e acabou se machucando e morrendo.
Vamos sentir falta do companheirinho que era dócil, querido e teimoso. Ele adorava brincar com os outros cachorros, mesmo as pastores que não sabem o tamanho e o peso que tem a acabavam machucando ele.
Só espero que ele agora faça companhia para Nicki e os dois sejam bastante felizes livres, correndo por ai.
Resta a saudade e mais um grande vazio no peito, que vai cicatrizar mas ainda vai doer muito.





3 comentários:

Adele Corners disse...

lindo do Malôn!!

vai fazer muita falta, com certeza...

bjs e fiquem bem

Grasi disse...

Ele me lembra uma cadela meio louca que eu tive... ela adorava escapar, era mestre.
Só não conseguia voltar por onde fugia então ficava do lado de fora do portão esperando alguém abrir pra ela entrar.
O bom é que não precisava levar ela passear, ela ia e voltava sozinha.
Eles estão bem sim correndo, cavando e brincando!
Fiquem bem.
Bjo***

Paula disse...

:(