16 outubro, 2007

Noite de segunda

Cheguei em casa depois do trabalho cansada. Pensei que finalmente terminaria de ler o livro (faltavam ainda 150 páginas). Jantei, coloquei o pijama e mergulhei na leitura. Era a primeira vez em algumas semanas que ele também ia para casa cedo, não precisou trabalhar até tarde como sempre. Em torno de 30 minutos depois uma ligação. A expressão preocupada dele denunciou que era algo ruim. Coloquei um moletom por cima do pijama e o tênis, o carro corria muito, pois tínhamos pressa em chegar.
A cara de tristeza, misturada com medo, raiva e preocupação no rosto dela era a pior coisa. Pior que a janela quebrada (arrombada seria mais correto) ou as roupas espalhadas pelo chão. Não sabiam ao certo o que tinha acontecido. Chegaram em casa e a porta estava aberta, a janela quebrada, o quarto revirado, a cachorra latindo para o mato, a cerca cortada.
Ninguém estava em casa, ninguém se machucou. O que levaram não era de tanto valor, mas era deles! As roupas, cobertas, sapatos espalhados davam raiva. Alguém estranho vasculhou os guarda-roupas, os armários, tirou tudo do lugar.
Coisas deles, nossas, minhas foram levadas. Mas o medo e a sensação de invasão eram piores que a falta dos bens.
E como dormir depois disso? Com a janela aberta, os vidros quebrados, a apreensão...
Pegar no sono às 3h e saber que no outro dia tinha que trabalhar cedo, e que ela com certeza não tinha dormido a noite toda e não vai conseguir dormir nos próximos dias.Não vai passar tão cedo, nem para nós, nem para ela e ele. Mas como repetimos diversas vezes ninguém se machucou, não levaram coisas insubstituíveis, os estragos na casa podem ser consertados.

5 comentários:

Karina disse...

Nossa...que horror!! Dá mta raiva desses fdp né?!
Não entendo como alguém pode pegar para sí uma coisa que não lhe pertence, juro que não entendo.
Mas dos males o menor, pelo menos estão todos bem (tirando o stress).
Força pra vcs!!
Bjos

Suani disse...

Mandar matar os trouxas q fazem isso é pouco...
sim que bom que nao aconteceu nada com ninguem...

mas da uma revolta
ah como da.
fiquem bem e com deus.

Paulo disse...

Pior mesmo é a falta de esperança, a revolta que a gente sente depois de um evento desse. Apegar-se a idéia de que ninguém se machucou pode ser fundamental para acalmar a revolta.
Força pra vocês!!!

Grasi disse...

Que bom que tá todo mundo bem...
Fui lendo tua postagem e lembrando de como me senti quando roubaram a casa dos meus avós... levaram tudo que puderam carregar...nada de muito valor ou insubstituível como no teu caso, mas foram pequenas coisas que traziam lembranças de uma vida toda... vida deles... e meu avô tinha recém falecido!
Foi um choque.
Desejo muita força pra vocês.
Esse é um trauma difícil de superar.
Bjo***

Adele Corners disse...

É uma merda mesmo. Quando morava em lá casa, arrombaram quatro vezes.

Mas foi onde, na Noêmia?

Putz!!!!!!!!!